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Indicadores (DMI,Didi,Trix,Estocástico,Bandas de Bollinger,IFR e OBV)
Os indicadores são cálculos matemáticos que auxiliam na identificação dos momentos de compra e de venda. Existem muitos deles disponibilizados nos softwares gráficos e muitos apresentam cálculos parecidos. Em geral, temos uma indicação de compra quando a linha da compra (azul) está por cima da linha da venda (vermelha) e uma indicação de venda quando a linha da venda está por cima da linha da compra. A exceção fica por conta dos indicadores de divergência.
Movimento Direcional ou DMI (Directional Movement Index)
Este indicador foi criado em 1978 por J. Welles Wilder, que também foi o criador
do IFR.
O movimento direcional é um estudo composto por 3 linhas. A linha da compra ou DI+ (azul) é incrementada à medida que a máxima do candle é superior à máxima do candle anterior. A linha da venda ou DI- (vermelha) é incrementada quando a mínima do candle é inferior à mínima do candle anterior. O indicador apontará para a compra quando a linha da compra (DI+) estiver por cima da linha de venda (DI-) e vice-versa. A terceira linha é o ADX (aparece em cor preta pontilhada), que nos informa se temos uma tendência e se esta está acelerando. Quando a linha está subindo, significa que temos tendência e o ângulo da subida representa a aceleração. Quanto maior a inclinação, maior a força do movimento. O melhor momento de entrada é quando a linha do ADX está em um nível baixo e começa a subir. Após o rali, a linha do ADX pára de subir e começa a cair. Essa virada do ADX, também chamada de “quique”, nos indica que o rali acabou e que a tendência está agora desacelerando. Esse deve sempre ser o primeiro indicador a ser analisado, já que ele servirá de base para a seleção dos demais indicadores. Caso a linha do ADX esteja horizontal, devemos olhar para o movimento anterior, para determinarmos se o mercado tem tendência ou não. O valor
do ADX costuma ficar entre 25 e 40. Com o ADX abaixo de 25, temos um mercado fraco.
Com o ADX acima de 40, temos um mercado forte.
Obs.: Para a maioria dos ativos, uso 8 períodos para o ADX e as demais linhas.
Didi (Médias Móveis Simples)
O estudo de médias móveis é um dos mais antigos e mais utilizados, mesmo por quem não estuda a análise técnica. Este é um estudo que só deve ser utilizado quando verificarmos a existência de tendência no Movimento Direcional.O Didi é um conjunto de 3 médias móveis simples (aritméticas): uma curta, uma intermediária e uma longa. Para deixar o gráfico mais limpo, as 3 médias foram divididas pela intermediária e colocadas em uma janela separada. A média intermediária se tornou uma linha horizontal e as demais passaram a oscilar em volta dela. Quando a média curta (azul) cruza a intermediária para cima, temos um alerta de compra e quando ela corta a intermediária para baixo, temos um alerta de venda. Quando a média longa (vermelha) cruza a intermediária para baixo, temos a confirmação da compra. Quando a média longa (vermelha) cruza a intermediária para cima, temos a confirmação da venda. Normalmente a confirmação vem depois de um alerta e, quanto menor o espaço de tempo entre o alerta e a confirmação, melhor é o sinal. Quando o alerta e a confirmação forem exatamente ao mesmo tempo, teremos uma “agulhada” de compra ou de venda. De uma maneira geral, os movimentos que se seguem a uma “agulhada” são bons movimentos e muita gente no mercado fica de olho nelas.
Obs.: Para a maioria dos ativos, uso 3, 8 e 20 períodos para as médias móveis.
Trix (Média Móvel Ponderada e Suavizada)
O Trix é uma média ponderada (alguns chamam de exponencial) cujo cálculo dá um maior peso aos últimos valores, o que tende a acentuar a curva da linha nos momentos em que o mercado está fazendo um fundo e um topo. Este é um indicador que pode ser usado tanto em mercados com tendência, quanto em mercados sem tendência. Tomando como exemplo um período de 3 dias. O último dia teria peso 3, o penúltimo peso 2 e o antepenúltimo peso 1. Para a linha ficar mais suave, o cálculo é refeito mais 2 vezes, daí o nome Trix, que vem de “Triple Exponencial Average”. Para facilitar a visualização dos sinais de compra e de venda, acrescentamos uma média do próprio Trix. Quando o Trix (azul) corta a sua média (vermelha) para cima, temos um sinal de compra. Quando o Trix corta a sua média para baixo, temos um sinal de venda.
Obs.: Para a maioria dos ativos, uso 9 períodos para o Trix e 4 períodos para a sua média.
Estocástico (Apenas para mercados sem tendência)
O Estocástico é um indicador que deve ser usado somente em mercados sem tendência. Este oscilador varia entre 0 e 100 e normalmente é o primeiro indicador a virar no caso de uma reversão. Para suavizar um pouco o seu traçado, costumo usar o Estocástico Lento, uma versão onde o cálculo é refeito algumas vezes. Quando a linha %K (azul) está subindo, temos uma compra e, quando esta linha está descendo, temos uma venda. Da mesma forma que nos outros indicadores, temos uma segunda linha (vermelha) que facilita a visualização dos sinais. Quando a linha azul (%K) está por cima da linha vermelha (%D), temos uma compra. Quando a linha azul (%K) está por baixo da linha vermelha (%D), temos uma venda. Normalmente, o software gráfico traça uma linha na faixa de 80 e uma linha na faixa de 20. Os melhores sinais são dados por uma venda acima da faixa de 80 ou por uma compra abaixo da faixa de 20.
Obs.: Para a maioria dos ativos, uso 8 períodos para o %K (linha azul) e 3 períodos para %D (linha vermelha). Uso o Estocástico lento com 3 iterações, ou seja, o cálculo é feito 3 vezes para suavizar o traçado.
Bandas de Bollinger (Bollinger Bands)
As Bandas de Bollinger nos indicam o “timing” da operação, ou seja, a hora em que um movimento está começando. Esse estudo calcula o desvio padrão de um período e traça uma banda superior com 2 desvios acima da média aritmética (simples) e uma banda inferior com 2 desvios abaixo da média. Com isso, aproximadamente 95% dos candles (ou barras) ficam dentro dos limites das bandas. As bandas sinalizam o início de um movimento quando as 2 bandas se abrem, ou seja, quando a banda superior sobe e quando a banda inferior desce ao mesmo tempo. Após a abertura inicial, as bandas tendem a ficar paralelas. Esse é o meio do movimento. O fim do movimento de alta é sinalizado quando a banda superior deixa de ficar paralela à banda inferior. Da mesma forma, em um movimento de baixa, o fim do movimento é sinalizado quando a banda inferior deixa de ficar paralela à banda superior. Quando não há movimento, as bandas funcionam como suporte e resistência, delimitando uma área onde o mercado pode trabalhar sem caracterizar um movimento.
Obs.: Para a maioria dos ativos, uso 8 períodos com 2 desvios.
IFR – Índice de Força Relativa (RSI – Relative Strenght Index)
O IFR é um oscilador que é usado apenas como um indicador de divergência de topos e de fundos. Devem ser analisados topos e fundos dentro do mesmo movimento. Quando dentro de um movimento de alta, temos 2 topos ascendentes no gráfico de candles e, ao mesmo tempo, 2 topos descendentes no IFR, temos uma divergência de topo ou uma divergência baixista. Quando dentro de um movimento de baixa, temos 2 fundos descendentes no gráfico de candles e, ao mesmo tempo, 2 fundos ascendentes no IFR, temos uma divergência de fundo ou uma divergência altista. Normalmente, estas divergências acontecem após um longo período de alta ou um longo período de baixa.
Observações:
a) A reta traçada no gráfico de candles não pode cortar um candle, assim como a reta traçada no IFR não pode cortar a linha do IFR.
b) Quanto mais divergentes forem os ângulos, mais forte é a divergência.
Obs.: Para a maioria dos ativos, uso 7 períodos.
OBV (On Balance Volume)
O OBV é um indicador que serve para a análise do volume. Ele é um número que soma o volume dos dias positivos e diminui o volume dos dias negativos. Este indicador pode ser usado da mesma forma que o IFR, nos indicando divergências de topos e de fundos. Mas também pode ser usado durante uma congestão para sugerir o lado do rompimento. Se o mercado chegar no topo da congestão com uma leitura mais alta do OBV, significa que o volume dos candles positivos foram superiores aos dos candles negativos e é mais provável um rompimento para cima. Da mesma forma, se o mercado chegar no fundo da congestão com uma leitura do OBV inferior à leitura feita no fundo anterior, a sugestão é de um rompimento para baixo. Abaixo temos uma divergência de altista, que também é chamada de divergência de fundo e joga o mercado para cima.
Observação: Assim como no IFR, quanto mais divergentes forem os ângulos, mais forte é a divergência.
Observações:
a) A reta traçada no gráfico de candles não pode cortar um candle, assim como a reta traçada no IFR não pode cortar a linha do IFR.
b) Quanto mais divergentes forem os ângulos, mais forte é a divergência.
Obs.: O OBV não tem calibragem.
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